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Apresentação do setor
Histórico
As primeiras "embalagens" surgiram
há mais de 10.000 anos e serviam como simples recipientes
para beber ou estocar. Esses primeiros recipientes, como cascas
de coco ou conchas do mar, usados em estado natural, sem qualquer
beneficiamento, passaram com o tempo a ser obtidos a partir
da habilidade manual do homem. Tigelas de madeira, cestas
de fibras naturais, bolsas de peles de animais e potes de
barro, entre outros ancestrais dos modernos invólucros
e vasilhames, fizeram parte de uma segunda geração
de formas e técnicas de embalagem.
A primeira matéria-prima usada em maior escala para
a produção de embalagens foi o vidro. Por volta
do primeiro século depois de Cristo, os artesãos
sírios descobriram que o vidro fundido poderia ser
soprado para produzir utensílios de diversos formatos,
tamanhos e espessuras. Essa técnica permitia a produção
em massa de recipientes de vários formatos e tamanhos.
Embora o uso de metais como cobre, ferro e estanho, tenha
surgido na mesma época que a cerâmica de barro,
foi somente nos tempos modernos que eles começaram
a ter um papel importante para a produção de
embalagem.
No início do Século XIX, a Marinha Inglesa utilizava
as latas de estanho, e os enlatados de alimentos começaram
a aparecer nas lojas inglesas por volta de 1830. As latas
de estanho e aço difundiram-se durante a 2ª Guerra
Mundial. O crescimento da demanda elevou o preço da
folha-de-flandres, impondo aos produtores de latas a busca
de uma matéria-prima substituta, o alumínio.
Em 1959, a Adolph Coors Company começou a vender cerveja
em latas de alumínio. Após a 2ª Guerra
Mundial, a vida urbana conheceu novos elementos. Um deles
foi o supermercado.
Em resposta, surgiram inúmeras inovações
na produção de embalagens. As novas embalagens
deveriam permitir que os produtos alimentares fossem transportados
dos locais de produção para os centros consumidores,
mantendo-se estáveis por longos períodos de
estocagem. As embalagens de papel e papelão atenderam
a esses requisitos. Elas podiam conter quantidades previamente
pesadas de vários tipos de produtos, eram fáceis
de estocar, transportar e empilhar, além de higiênicas.
É também do imediato pós-guerra o aparecimento
de um novo material para embalagens, o plástico. As
resinas plásticas, como polietileno, poliester, etc...,
ampliaram o uso dos invólucros transparentes, iniciado
na década de 20 com o celofane, permitindo a oferta
de embalagens numa infinidade de formatos e tamanhos.
Além da busca constante de materiais, a indústria
de embalagem passou a combinar matérias-primas. As
embalagens compostas reuniam características e propriedades
encontradas em cada matéria-prima. É o caso
das caixas de cartão que, ao receberem uma camada de
resina plástica, tornam-se impermeáveis e podem
ser utilizadas para embalar líquidos (sucos, leite,
etc...). No Brasil, até 1945, poucos produtos eram
comercializados pré-acondicionados. Na indústria
de alimentos, os principais eram o café torrado e moído,
o açúcar refinado, o extrato de tomate, o leite
em garrafa, o óleo de semente de algodão e o
vinagre.
Quase todos os produtos de primeira necessidade eram vendidos
a granel, pesados no balcão e embrulhados em papel
tipo manilha ou embalados em sacos de papel. Além de
alimentos, alguns outros produtos eram vendidos já
embalados, como o cigarro, a cerveja, a cera para assoalho,
a criolina, os inseticidas líquidos e produtos de toucador,
perfumaria e dentifrícios. Depois da 2ª Guerra
Mundial, o processo de industrialização viabiliza
a substituição de importações
impulsionando a demanda por embalagens, tanto ao consumidor
como de transporte.
Vários setores reagiram as essas novas necessidades.
Os sacos de papel multifoliados surgiram para atender a demanda
no acondicionamento de cimento e produtos químicos.
Instalaram-se, em todo o país, fábricas de sacos
de papel para suprir os supermercados e o varejo de produtos
de primeira necessidade. Com a implantação da
Companhia Siderúrgica Nacional, no início dos
anos 40, foi possível fornecer às indústrias
de produtos químicos, tintas, cervejas, refrigerantes
e alimentos as embalagens metálicas de folha-de-flandres.
A partir dos anos 60, cresce a produção de embalagens
plásticas. Dos anos 70 até os dias atuais, a
indústria brasileira de embalagem vem acompanhando
as tendências mundiais produzindo embalagens com características
especiais como o uso em fornos de microondas, tampas removíveis
manualmente, proteção contra luz e calor e evidência
de violação.
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